Não-Escrita

Postado em Impresso, Making Of, Relatório, Tipografia em setembro 18th, 2009 por Rafael

Hoje comecei, finalmente, a rascunhar o relatório pro projeto. Percebi que estou bem enferrujado. Comecei meio que pelo começo desse tipo de texto, ou seja, pela contextualização histórica do tema. Falei então um pouco sobre a história da comunicação para entrar na crise do impresso gerada pela digitalização da escrita. Aí percebi uma coisa: Meu braço começou a doer

Talvez por não ter mais aula, devo ter escrito muito pouco na mão esse ano. No computador, por outro lado, escrevi bastante, uma boa parte da minha comunicação com minha família é feita por escrito. Percebi também que apesar de ter duas impressoras em casa, nenhuma delas têm tinta faz muito tempo. No semestre passado, o Prof. Plácido, pediu para entregar os relatórios finais em CD. Isso realmente faz a gente pensar na possibilidade do declínio do Império Impresso.

Mas apesar disso é interessante lembrar que o livro foi todo rascunhado na mão. (aliás, muito no começo, cogitei publicar o livro direto na caligrafia -isso se ela fosse bonita ou legível haha). Sempre preferi rascunhar na mão os textos, assim como prefiro essa superfície para fazer sketchs. Acho que a facilididade de poder rabiscar em qualquer lugar, e principalmente a relativa dificuldade em apagar, são muito benéficas à inspiração e à qualidade do produto. Ver o papel iluminado pelo sol, quentinho, ou então ajustar o texto ou desenho em relação ao formato do papel que você tem são coisas muito interessantes do ponto de vista da criatividade. Assim como ainda me parece muito inspirador e confortável apreciar desenhos e textos impressos.

Esse título do post era o nome de uma redação que fiz na quinta ou sexta série, que era uma ficção sobre uma ditadura que reprimia a escrita e substituía a comunicação por ícones, daí os revolucionários -que eram o povo, que era quem confeccionava os sinais- começa a construir os símbolos com texto. Hahaha bem designer né? Como esse texto foi escrito no computador eu tenho ele até hoje comigo, se fosse no papel acho que não seria bem assim.

Ah, e a ferrugem no fluxo das idéias, coerência e coesão espero sanar por aqui.
bjos

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