Sudden

Postado em Impresso em março 3rd, 2010 por Rafael

E quando eu achava que o toda essa etapa bibliolística do meu projeto mutante ia passando, dando espaço agora às minhas aspirações educativas, eis que os movimentos do mundo me pegam de surpresa novamente!

Estava eu, inadivertidamente, passando em frente ao meu endereço antigo, quando o porteiro -que inclusive foi a primeira pessoa a comprar um livro meu- fora do seu turno habitual, me chama com uma carta na mão. Um sedex. O remetente era a Annablume Editora Comunicação LTDA.

O livro Design – projeto mutante foi aprovado pelo conselho editorial para publicação!

Realmente, estava bem claro no site que levava em torno de seis meses para enviarem uma resposta. O que eu não imaginava é que eu teria esquecido que tinha enviado quando recebesse! haha.

Fiquei muito feliz, e como as pessoas costumam dizer quando são eliminadas num reality show: chegar até aqui já foi uma vitória. Sério, por que não se trata exatamente de eu -o autor desconhecido- implorar pra ser publicado por qualquer um como de costume. Trata-se de uma editora de porte se dispor a custear uma parte (boa parte, diga-se de passagem) da minha primeira obra. Pessoalmente, encaro isso como um respaldo, como mais um dos feedbacks positivos que tenho recebido. Modéstia à parte, hoje senti orgulho de mim mesmo.

Bom, mas o contexto agora é bem diferente de seis meses atrás… Então essa cartinha, ao invés de anunciar a conclusão do processo, vem mais é abrir um novo capítulo nessa história. Agora é momento de pensar e planejar bastante. Conto mais quando tiver mais.

Beijos e Abraços!

Namastê

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Capas

Postado em grafismos, ilustração, Impresso, Making Of em novembro 18th, 2009 por Rafael

Muita gente elogiou a capa do livro durante o evento. Em grande parte pelo efeito do verniz, que traz uma certa interatividade lúdica, um joguinho de ficar mexendo o livro pra tentar ver o desenho -que é justamente o que eu queria, e fico muito satisfeito por ver que funcionou. Mas também vieram elogios direcionados ao próprio desenho. O que me deixa bem aliviado, já que demorei muito pra chegar nesse desenho final.

Como comentei num post passado, eu mudei diversas vezes a capa do livro, mas na verdade eram derivações e melhoramentos de um rascunho original a mão, todo livre, que muito me apetecia. Depois de definidos os elementos-chave das ilustrações, refiz o desenho, partindo de formas geométricas, circulos concêntricos e proporções áureas, que deu nisso. O problema, sempre aprecia na hora de vetorizar, pois a minha falta de familiaridade com essa técnica fazia o desenho perder a vida que tinha no papel, mas mesmo assim este saiu até que bom. E dei por finalizado o livro. Mas algo não estava bem, falatava uma comunicação interna no livro -capa, ilustrações, texto e títulos estavam só dispostos no mesmo lugar mas não formavam um conjunto.

Foi então que vieram as aberturas de capítulo, reservando um espaço justo para ilustrações e títulos. Elas criaram uma unidade no texto, e como consequência, chutaram para fora a minha tão suada capa, anterior. Mas tinha que ser assim. Fiquei muito mais satisfeito com essa.  Engraçado que na primeira impressão para teste dela, um sujeito que estava ao meu lado na gráfica disse que gostou, mesmo sem saber do que se tratava haha.  Bom, agora eu tinha um disposição nova dos elementos,  e a necessidade de um desenho novo. Aí fui fazendo tudo de novo. Aqui tem algumas imagens geradas durante o processo.

Outro detalhe engraçado é que esse desenho final, antes formava uma “bundinha” embaixo haha que causava um certo desconforto. Aí um dia olhando pro desenho e quase ficando cansado dele, deitei no chão e ví que o tampo da mesa formava tipo uma mesa de luz, e resolvi sobrepor dois rascunhos! haha e assim as asas de mazda entraram no desenho, me deixando muito mais satisfeito. ^__^

depois volto aqui pra postar os respectivos links “pingo” de volta pra cá

bjos!

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*Final Countdown

Postado em Impresso, Making Of em outubro 27th, 2009 por Rafael

Finalmente, depois de desistir de esperar resposta de editoras, depois de muitos orçamentos e bate-bocas com gráficas, depois de vários adiamentos, está pronto o famigerado!

Algumas cópias estão sendo distribuídas para os chegados, mas vou fazer alguma coisa pra dar um lançamento oficial. Uma coisa que já está marcada é meu stand no Interdesigners09, dias 06 e 07 de Novembro. Onde também vou refazer o Balaio Filosófico! Quem estiver participando do evento -ou mesmo quem estiver só por perto- e tiver vontade de bater um papo sobre qualquer coisa disposto a chegar em lugar nenhum, sinta-se à vontade para colaborar com sua visão particular/peculiar de mundo.

Quem tiver interesse apareça por lá, ou entre em contato. O livro é levinho, portátil e baratinho. ^___^

Até lá espero ter terminado o site aqui também. Deixar esses links do topo funcionando e mais um pouquinho de conteúdo. O relatório vai ficar bem pra depois é claro. hehe

bjos

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Não-Escrita

Postado em Impresso, Making Of, Relatório, Tipografia em setembro 18th, 2009 por Rafael

Hoje comecei, finalmente, a rascunhar o relatório pro projeto. Percebi que estou bem enferrujado. Comecei meio que pelo começo desse tipo de texto, ou seja, pela contextualização histórica do tema. Falei então um pouco sobre a história da comunicação para entrar na crise do impresso gerada pela digitalização da escrita. Aí percebi uma coisa: Meu braço começou a doer

Talvez por não ter mais aula, devo ter escrito muito pouco na mão esse ano. No computador, por outro lado, escrevi bastante, uma boa parte da minha comunicação com minha família é feita por escrito. Percebi também que apesar de ter duas impressoras em casa, nenhuma delas têm tinta faz muito tempo. No semestre passado, o Prof. Plácido, pediu para entregar os relatórios finais em CD. Isso realmente faz a gente pensar na possibilidade do declínio do Império Impresso.

Mas apesar disso é interessante lembrar que o livro foi todo rascunhado na mão. (aliás, muito no começo, cogitei publicar o livro direto na caligrafia -isso se ela fosse bonita ou legível haha). Sempre preferi rascunhar na mão os textos, assim como prefiro essa superfície para fazer sketchs. Acho que a facilididade de poder rabiscar em qualquer lugar, e principalmente a relativa dificuldade em apagar, são muito benéficas à inspiração e à qualidade do produto. Ver o papel iluminado pelo sol, quentinho, ou então ajustar o texto ou desenho em relação ao formato do papel que você tem são coisas muito interessantes do ponto de vista da criatividade. Assim como ainda me parece muito inspirador e confortável apreciar desenhos e textos impressos.

Esse título do post era o nome de uma redação que fiz na quinta ou sexta série, que era uma ficção sobre uma ditadura que reprimia a escrita e substituía a comunicação por ícones, daí os revolucionários -que eram o povo, que era quem confeccionava os sinais- começa a construir os símbolos com texto. Hahaha bem designer né? Como esse texto foi escrito no computador eu tenho ele até hoje comigo, se fosse no papel acho que não seria bem assim.

Ah, e a ferrugem no fluxo das idéias, coerência e coesão espero sanar por aqui.
bjos

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‘Segundas’ Tormentas

Postado em ilustração, Impresso, Making Of em setembro 11th, 2009 por Rafael

Bem como o texto sugere, a maioria das ilustrações simplesmente surgiu. Na época das primeiras ilustrações e das capitulares eu tinha uma boa rotina de yoga matinal e meditação, o que ajudava a controlar a ansiedade e prestar atenção nas flutuações de inspiração. Muitas vezes, pensar muito sobre o desenho te confunde. Se aquilo realmente importa, sua cabeça ficará trabalhando no problema em segundo plano, o que importa é você estar atento para quando ela aparecer com a solução. Com o tempo a rotina foi mudando drásticamente e isso foi ficando cada vez mais difícil…

primeira ilustração

Essa surgiu bem de manhã, logo após acordar. Claro que ela não saiu assim, saiu foi um rabiscão, mas com a idéia geral pronta. Foi utilizada na folha de rosto, como pode ser visto aqui. Infelizmente  perdeu se lugar na versão final.(Quem sabe não ache um né?) Outras já tinham uma localização mais definida pois eram referentes à determinadas partes do texto. Acontece que o texto não tinha sido diagramado pensando nelas. A idéia é que elas seriam desenhadas levando em consideração o espaço onde elas pudessem se encaixar.

samabaia

copo-de-leite

armadura vazia

Essas acabaram ficando de fora, mas outras conseguiram se adaptar e figurar na versão final

instrumentos

mandala

A pesar de essa idéia ter sido realmente planejada assim, só vendo o resultado final, com vários desenhos, é que vi a falta de uniformidade no conjunto. Na verdade foi a Cássia quem me apontou isso -até falar com ela eu só sentia o desconforto. Isso foi um dos principais fatores que me fizeram recomeçar tudo de novo quase no final do primeiro semestre. Mas valeu a pena.

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Tipografando pt2

Postado em Impresso, Making Of, Tipografia em agosto 13th, 2009 por Rafael

Dando continuidade ao post anterior, aviso que aquela proporção que aparece na imagem está passando por revisão.

Como eu disse, as proporções da página foram definidas a partir de uma melodia que eu fiz. O tom principal é o Cm, ou dó menor. O intervalo de 3ª menor, (-Mibemol), dá uma cara mais introspectiva e um pouco melancólica para a música. A mancha foi feita com o intervalo entre e o Sol, que dá a 5ª, que é um reforço do tom e está na proporção áurea. As linhas dentro das páginas duplas foram traçadas para encontrar os pontos e proporções áureas e assim encontrar o lugar para a mancha de texto,  as notas laterais, títulos correntes (que caíriam logo no começo) e notas de roda-pé.

Tudo isso parece muito legal, e é. Tanto que durou muito tempo. Mas o problema é que o intervalo de 3ª dá um livro largo. Irritantemente largo. Na proporção que eu fiz ele ficou com 16,3cm por 22,9cm. Ou seja, um pouquinho só maior que um A5. O formato do livro é legal, e serve tranquilamente para a internet, onde o livro abre fácil e muda de tamanho de acordo com a tela. Na mão a história muda um pouco.

As margens externas, onde vão os polegares, são maiores que o necessário, e as internas ficam próximas demais da espinha do livro. Além disso, por pouquinho ele não cabe nos meus bolsos hehe e um detalhe incomodativo é que para imprimir, eu tenho que pagar o preço de um A3 sendo que a maior parte dele é jogada fora.

Não tinha me dado conta disso até agora, justamente porque sempre que ia imprimir um boneco eu o redimensionava para caber em um A4. E é justamente o que estou tentando fazer agora. Redimensioná-lo tentando preservar essas proporções.

Pra quem tiver curiosidade de saber como a melodia soa, gravei um mp3 rapidinho. A proporção é baseada só no primeiro acorde, porque na verdade a música é modal, e varia bastante de tonalidade. Acho que assim como o texto, ela tem momentos mais sóbrios, momentos mais viajados/perdidos, e momentos afobados. Não reparem os errinhos, fazia um tempo que eu não tocava.

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