How ideas shape the world

Tenho ficado muito tempo sem escrever e isso não me faz bem. Tenho que tirar os pensamentos da minha cabeça, sabe? Dá uma sensação de que eles ou se perdem ou ficam ocupando espaço no HD. Fora isso, sinto que perco um pouco da habilidade, e vou me acostumando a pensar raso. Faz tempo que não tenho papos filosóficos, então tenho que aproveitar mais esse espaço.

Falando nisso, comecei mais um projeto paralelo (mais um pra variar haha). É um infográfico, um mapa na verdade, dos filósofos e suas ideias. Nada tão complexo como os que o Beccari fez, mas quero fazer o meu, e principalmente, começando antes dos Gregos e colocando os filósofos Orientais na jogada. A intenção é mais ver a trajetória e evolução de uma ideia. Tipo, não é nenhuma descoberta, mas o legal é que essa “modinha” de data visualisation nos permite enxergar padrões com mais facilidade (embora nossa busca por padrões muitas vezes nos iluda). Legal também é ver o fato de que desde a antiguidade alguns argumentavam que a religião iria desaparecer conforme a evolução mas até hoje ela não foi embora, e sempre dá pano pra manga

Mas o mais interessante é ver essa importância de se transmitir o que se pensa. Uma vez o Beccari me pediu para fazer um vídeo falando sobre filosofia e design, eu pensei no que ia falar escrevi, e até mandei pra ele, mas confesso que não tive coragem de filmar. Essa fala começava com a frase: “Eu não li os filósofos” e é verdade. Eu só li resenhas ou coisas de terceiros, por isso eu sei um resumo do que eles pensavam, mas nunca fui de concatenar as ideias de uns com os outros. Eu sempre pensei “por mim mesmo”, lavando louça haha. Impressionante é perceber como algumas coisas que a gente pensa, de repente, se parecem com Kant ou com Hegel, por exemplo. Mas, se for ver, isso também não é nada de surpreendente. Numa conversa (que sempre pareciam mais com brigas) com meu caro Tauan Bernardo, percebemos que, de certa forma, se você consegue transmitir uma ideia ao ambiente externo à sua mente, seja por palavras ou por ações, ela passa a fazer parte do coletivo. Claro que dentro das proporções do alcance dela (interessante notar que esse alcance é beeem difícil de mensurar, uma vez que você nunca sabe a proporção das ações e palavras das outras pessoas influenciadas por você).

De qualquer forma, uma vez no coletivo, a ideia pode se espalhar numa forma mais subjetiva e abstrata, diluída com o tempo mas presente. Por isso, não deveria ser difícil imaginar que uma pessoa possa chegar com certa facilidade nas conclusões de alguns desses filósofos chegaram. Afinal, vivemos num mundo influenciado por essas ideias, impregnado por coisas que essas pessoas disseram. Não precisamos saber o que eles disseram, pois nosso cotidiano é um tipo de resultado prático de algumas dessas ideias. Podemos contar com um certo handcap intelectual.

Bom, tudo isso só reforça ainda mais minha vontade de continuar escrevendo haha. Eu sempre me impressiono ao saber que as visitas por aqui não param ^__^. Acho que uma primeira medida a ser tomada é publicar os posts que eu deixei inacabados! E uma mais urgente é pagar a hospedagem!!

Abraços aos que leem ^__^

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