Loki

Embora boa parte do projeto esteja explicada no relatório, ainda quero utilizar esse espaço para comentar melhor (e mais livre) o que foi feito. Mas é importante para mim, largar do livro em si, e levar o Projeto Mutante adiante, com coisas novas, mais pertinentes ao conteúdo do livro, do que a confecção dele.

Por isso pretendo escrever sobre outras coisas e de tempo em tempo volto a falar sobre o projeto do livro. Sem contar que ainda quero dar uma revisada nesse site que foi feito muito toscamente e também poder fazer a Realidade Aumentada funcionar.

Mas por hora queria comentar que ví ontem o LOKI, o documentário sobre o Arnaldo Baptista, dOs Mutantes. Achei lindo. É uma história que tem um drama psicológico, sentimental muito profundo, fica nítido. Mas também fica nítida a capacidade de atingir pessoas que tem uma coisa feita com o coração. O cara viveu muito intensamente a música dele, o espírito criativo é realmente indomável. Tanto que após tanta coisa, foi praticamente o que sobrou. Pode parecer triste, e na maior parte do tempo é, mas também é feliz. Num jeito meio estranho, diferente daquele que normalmente a gente espera, mas é. Depende de como você prefere enxergar.

Lembro que “A Balada do Louco” foi uma das músicas que mais mexeu comigo quando moleque. Principalmente o refrão, na parte do “brrrrlááá! etchitchêtchã” não só por ser uma coisa que até então nunca tinha ouvido em música, mas por ser representativo de liberdade, ou de um anseio por libertação. Por que as vezes é difícil mesmo se sentir livre. Mesmo que para soltar um urro numa música. Li também uma crônica (que na verdade não gostei), mas no começo dela o autor comenta que hoje em dia é mais tranquilo você “assumir que tem relações sexuais com um doberman, do que falar sobre Deus”. De certa forma me identifiquei com isso. Acho que o que acaba fazendo uma correlação é o fato de trazer para um contexto específico uma coisa ligeiramente fora. Talvez os grunhidos dos Mutantes não fosse nada de mais olhado em isolado, mas no contexto da música brasileira -e popular- daquele momento, ele fosse dissonante. Assim como falar de Deus para estudantes de Design.

Essas coisas polulam minha mente enquanto preencho o cadastro para o ISBN do meu livro. Tem aqui que escolher uma opção genérica para “Assunto” haha e para variar não sei onde encaixo esse texto, mas vá lá, fico com Filosofia, mesmo que bem vã.

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