Tipografando pt3

Ainda sobre o conceito que definiria a tipografia do livro, pensei em escolher com um pouco mais de atenção qual seria o tipo, a fonte, do texto. Uma das coisas que tinha imaginado à princípio era que a natureza misturada do texto, que puxa informações de varios lugares diferentes, poderia ser traduzida em uma tipografia híbrida, uma fonte híbrida!

Não sabia direito como fazer isso nem por onde começar a pesquisar, quando, por um acaso desses que acontecem, nosso amigo Henrique Nardi pediu ao coletivo deusmoleque que fizesse o cartaz do seu curso Tipocracia, que ele viria para Bauru, ministrar. Por esse trabalho, pudemos participar da oficina! Isso foi de uma grande ajuda! Aprendi um pouco mais sobre a história dos tipográfos e de suas fontes, em que momento da história estavam inseridos e tal. E conheci a Rotis, de Otl Aicher, uma Semi-Serifada muito estilosa que eu achava que vira em algum lugar. Realmente, beeem mais tarde, descobri que é a fonte do texto do livro Transdesign, do meu orientador, Dorival Rossi.

Gostei muito da fonte, mas ela é paga e na época eu não tinha como gastar dinheiro com isso. Mantive provisóriamente os títulos com Phosphorous, uma fonte que acho legalzinha e trabalhei o texto com Caslon, uma serifada bem clássica, sóbria, de boa leitura e cuja família comporta todas as variações que o texto exigia. Ao mesmo tempo fui procurando outras semi-serifadas e híbridas, misturas de góticas com bastonadas e etc, mas nada caía bem…Até que um ano depois, quando já tinha dinheiro, e ía de fato comprar a Rotis, achei a Museo! Que caiu como uma luva. Mas explicação disso é uma outra história, hehe.

O mais legal é que nesse meio tempo, a falta de dinheiro, a dificuldade de encontrar uma fonte que eu gostasse e o já citado espírito do-it-yourself, me fizeram desenvolver minha própria fonte! hahah que será assunto do próximo post.

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