Primeiras Tormentas

Após ter tido a idéia geral da aparência -principalmente da capa- passei a pensar na aparência interna.

Tinha vontade de que o livro contivesse ilustrações. Primeiro por gosto pessoal -sempre gostei de livros com figuras e até por isso gosto muito de desenhar- depois, porque isso corroboraria com a estética mais clássica e a carga de detalhe que almejava no projeto geral.

Isso me fez começar a relembrar o conteúdo do livro, na busca do conceito geral para as imagens e onde elas se encaixariam. Foi fácil de perceber que o livro não necessitava de ilustrações, o texto vive bem sem elas. Legal disso é que me dava oportunidade para utilizar as ilustrações para contar uma história paralela, expandir ou direcionar o sentido do texto. Ilustrações mais para intrigar do que para explicar.

O grande problema foi definir qual o conceito pras imagens! Pode parecer preguiça, mas é sério: até hoje não sei definir direito sobre o que o livro fala! É dificil pois ele fala vagamente sobre muitos assuntos; começou sem querer chegar a lugar nenhum; parou apenas por que me dei por satisfeito; eu vejo o que pensei enquanto escrevia mas não consigo ver se isso realmente fica explicito para quem lê; já percebi que cada um que lê se atém mais a uma parte e interpreta um sentido particular; eu como autor, me vejo alí de muitas formas.

Tanto é que em certo momento aquilo me parecia um livro de auto-ajuda, e cheguei até a fazer uma pesquisa de similares! E cogitei em vez de desenhos ilustrar os capítulos com fotos p&b!

Isso foi interessante e essa intimidade com o texto realmente esse passou a ser o conceito amplo. Afinal o livro são alguns raciocínios meus, apartir de experiências e vivências que eu tive. Não tem muitas outras pretensões além de expor meu modo de pensar. Esse conceito mantém-se até hj, mas como atualizar isso foi o verdadeiro desafio.

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2 Responses to “Primeiras Tormentas”

  1. Jorge Says:

    Muito bom o Blog. Bonito, bem escrito, com estilo. (pai coruja)

  2. » Blog Archive » DesCartes Says:

    [...] Lá no começo contei que finalizado o texto, defini uma idéia geral para as ilustrações ou imagens que ele deveria conter. Cheguei a pensar que em vez de desenhos poderiam ser fotos P&B e até perguntei para a Marina se ela não se interessaria em fazer umas. Mesmo assim resolvi fazer ilustrações com os mesmos temas. Na época, achava que os capítulos poderiam ser abertos com uma ilustração de página dupla. Seria algo como uma quebra no fluxo, um alívio e uma surpresa, mas só depois de fazer o primeiro flipbook é que percebi que o texto tinha capítulos muito pequenos. O alívio se tornaria repetitivo e impertinente. [...]

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